quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Хочешь?"

Ah, meu caros, como esses dias tem sido duros comigo!
Nem a desgraça alheia me felicita mais.
Não estou dizendo que fico feliz com a desgraça dos outros, mas acho que todos sabem o que quero dizer: quando você vê pessoas que têm uma vida muito pior que a sua, dificuldades de todas as formas(físicas, mentais, financeiras), e então você pensa "não estou nessa situação... não tenho porquê reclamar!". E então você se sente revigorado e com vontade de viver, já que tem tudo para fazer isso.
Enfim, foi isso que quis dizer: Nem isso está me deixando revigorado.
Ah, que seja...

Há mais de uma semana apareceu uma enorme mancha vermelha no meu olho esquerdo, ela não desaparece. Pareço um viciado em drogas!
Se bem que recentemente tenho pensando muito em velhos vícios ou em fortalecer vícios que nunca larguei, alguns estão comigo por mais de 10 anos. Drogas alternativas, que não deixam meu olho vermelho, mas que me iludem e faz com que eu tenha um objetivo por alguns minutos.
(vão me faltar unhas!)

Ahh, como estou deixando as coisas aqui tão pessoais. Estou a falar de mim mesmo e não vou a lugar nenhum com isso. Garanto que vocês, leitores, também não.

Sei que já falei muito disso aqui, mas sempre gosto de repetir.
Como o ser humano é patético!
Damos voltas e voltas e voltas para tentar alcançar determinado objetivo, sempre nos precavendo das conseqüências, entre uma volta e outra tiramos a espada e damos uma cutucadinha para tentar trazer o objetivo mais próximo ou simplesmente para observar uma reação alheia.
Essas voltas e voltas e voltas são tão penosas para nós! As pessoas percebem o sofrimento, mas não percebem que elas mesmas o causam.
A vida fica nesse vai e vem de indiretas que as vezes não levam a lugar nenhum.
E quando uma pessoa é direta, a outra pessoa fica assustada, e diz: "não sei o que dizer, realmente não sei o que está se passando pela minha cabeça, preciso pensar."
As pessoas não estão preparadas para as coisas, mesmo quando as querem do fundo do coração!
Por isso esse rodeio todo.
Ah, sem falar que todo esse rodeio envolve a "preocupação social", que poucos admitem ter.
O que chamo de "preocupação social" é aquele medo que os outros não aprovem o que você tanto quer.

Enfim, não adianta você ler isso e pensar: "Realmente, concordo com o Marcelo. Mas, como tenho consciência disso, eu não faço!"
MENTIRA!!!
Faz sim! Todos fazem. Eu faço!
E fica muito difícil não fazer quando todos ao seu redor fazem. Ei, mas com isso não estou me justificando, falando que faço isso apenas porque todos fazem.
Não tenho justificativas para fazer isso, admito que é puro capricho meu(seu também, e de todos). Tenho inclusive minhas "preocupações sociais". Todos têm!
Admito haver um grande conflito entre meu "eu" e todas essas coisas, vocês percebem lendo aqui.
As vezes tenho simplesmente a vontade de ser direto, mandar as preocupações sociais à merda!(já inclusive fiz isso algumas vezes, a certo tempo atrás).
Estou pensando muito nisso, mas como podem ver, continuo no rodeio!
(Afinal, ficar escrevendo essas merdas aqui fazem parte desse jogo todo)

Bom, não interessa.
Nos últimos dias me isolei da vida. Quando chego em casa, tranco-me no quarto com meus livros e tento esquecer todo o resto(ou pelo menos não vivo todo o resto).
Mergulho naquele universo inexistente e lá fico, e lá estou, e lá continuarei. Afundado.
Até que alguém me resgate, um dia - ou nunca mais.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"Ready for the bad things to come!"

Hoje vou escrever bastante, mas dividido em partes. Se quiser leia só algumas, ou não leia nada, assista televisão, está passando um seriado super legal!
Em primeiro lugar gostaria de deixar claro(mais do que já está) que eu sou um filho de uma puta e uso muita ironia no que escrevo aqui. Mas não significa que não é isso que eu penso, tudo que aqui está, está também em minha cabeça...infelizmente!
Dado ao aviso, vamos as desgraças da vida, meus irmãos e irmãs!(isso soou um tanto quanto religioso, mas que fique assim!)

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Começamos bem!
Semana maldita, poderia não ter começado! Poderia ter começado melhor!
Poderia, poderia, poderia, sempre nas possibilidades para fugir da realidade.
Quando vejo já estou afundado nessa merda!
Ok, respiro fundo e vamos voltar às coisas mesmas:
Semana do diabo!
...
Merda, percebi que sem cair nas possibilidades e nos meus desejos não sei o que falar.
Travei. Vamos mudar de assunto!

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Hoje encontrei alguns papéis um tanto quanto antigos.
Datava de 7 de janeiro de 2007 e se tratava de uma música que compus.
Apenas instrumental, sem letras(nunca gostei das letras que escrevi).
Não foi simplesmente um achado qualquer, levou-me a lembranças nostálgicas. Ah!
Consegui lembrar exatamente do momento que estava passando aquela música para o papel, era uma noite, em Winnipeg. Estava frio(muito frio) e eu estava me sentindo bem depressivo, como de costume naqueles tempos. Talvez não muito diferente de hoje em dia, haha!
Enfim, olhando para aquela data consegui voltar e sentir o que sentia naquela época. Um tanto quanto semelhante ao que eu sinto hoje, mas isso não interessa.
Seria isso o "voltar às coisas mesmas" de Husserl? Ah, se for, bendirei a fenomenologia!
Quem sabe essa música não vira uma música(de verdade), só escrever uma letra e dar alguns ajustes!
Hein, Cristiano, eu sei que você tem o infeliz costume de ler aqui, o que acha disso? Haha.

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Hoje foi um grande marco de passagem na minha vida!(olha aí a ironia que eu havia dito.)
Hoje me falaram que eu estava "parecendo gente".
Minha mãe falou que eu não estava "acabado".
Elogiaram meu cabelo, que foi cortado na última quinta-feira, comentaram sobre a barba feita(desde sábado), e uma blusa de lã que eu não usava desde 2007!
Concordo que minha aparência estava um tanto quanto bizarra nos últimos dias, mas não me importo. O pouco de vaidade que tenho já é suficiente para me incomodar.
Pela barba que fiz no sábado, devo acima de tudo pedir desculpas ao Dostoiévski. Eu estava querendo homenageá-lo e deixar a barba como a que ele tinha.
Desculpa aê, Dostô, fica para próxima. E quem sabe um dia não chego a homenagear Tolstoi!
Voltando aos elogios que recebi, principalmente ao que falou que eu estava parecendo gente e que não estava acabado:
Fiquei, de certo modo, impressionado!
Falam-me isso justamente num dia que eu senti-me tão morto, tão acabado, longe de ser gente.
Eu estava PODRE! Desmotivado, desgastado, afundados em pensamentos que talvez não me levem a lugar algum, por enquanto.
Para vocês verem como as aparências enganam!
Uma blusa de lã(estilo blusa de pai) pode transformar uma pessoa!

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Agora à noite, pouco tempo atrás, eu estava tocando violão.
Uma música que não tocava a muito tempo também. Na partitura está nomeada como "Jesus alegria dos homens", nome que não me agrada e muito menos me alegra.(ela tem um outro nome, mas não me recordo agora.)
Mas de qualquer forma é uma música muito bonita. Pra quem não sabe, é do grandioso compositor J.S. Bach.
Enfim, eu estava um tanto quanto aflito após encontrar "documentos" de 2007 e após sobreviver a esse dia infernal, pensando em tanta merda!
Digo de passagem, Jesus alegria dos homens não me confortou!
Talvez não seja eu um desses homens...

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Bom, tenho muito o que escrever ainda, mas acho que vocês perceberam que só estou escrevendo merdas.
Hoje não estou funcionando muito bem, talvez seja por causa dessa blusa de lã.

Para finalizar, não poderia deixar de mencionar o retorno dos dias cinzentos em Curitiba!!
Sejam educados e digam "Seja bem vindo, Sr. Céu cinza".
[isso significa que dias piores estão por vir!]
Mas como a diria a canção:
"Ready for the bad things to come!"

sábado, 15 de maio de 2010

Hoje, um tanto quanto confuso!


E novamente eu senti aquilo, novamente eu não sei o que fazer!
Se as escolhas fossem fáceis, não trariam conseqüências.
Sim, sim, as coisas poderiam ser mais fáceis, a consciência poderia não pesar, as pessoas poderiam não depender das outras. Oh, seria com certeza melhor.
Mas não é assim, então não adianta ficar se lamentando.
Basta ir atrás! Basta não ter medo!
E bastaria para mim se eu colocasse isso em prática.
Ah, quanta confusão!

(??)
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Hoje não fiz merda nenhuma do meu dia, até tentei, mas ah...
Dias assim rendem pensamentos um tanto quanto bizarros.
Segue um deles:

O mundo moderno acabou com o romantismo que lemos em textos medievais ou clássicos!
O rapaz que, no momento de explosão da paixão, subia em seu cavalo, atravessava as pradarias, encontrava sua amável dama na janela de seu quarto, e lá declarava seu amor; agora já tem que agir diferentemente.
Deve pegar seu carro, abastecê-lo, enfrentar um trânsito maldito até encontrar-se na frente de onde mora sua amada. Lá, provavelmente, ela não estará na janela. (Ora, quem fica na janela? Hoje temos televisão e computador para se admirar no lugar de uma paisagem!) Deste modo ele terá que procurar uma disputada vaga para estacionar o carro, depois terá que falar com o porteiro do prédio para poder finalmente falar com a amada. E..e..depois de tanto stress você ainda acha que ele vai estar na mesma explosão de sentimentos para declarar seu amor? No máximo terá ânimos para dizer que a ama, nada muito elaborado. Afinal, todo o sentimento e o fogo que estava aprisionado em seu coração provavelmente fora liberado ao xingar tudo que encontrou no caminho até lá.
Esse é o fim do romantismo, meus caros!!
Afinal, hoje temos métodos mais velozes, não precisamos fazer todo um caminho e encarar a pessoa para expressar o que queremos.
Ora, use telefone, SMS, Nextel, MSN, Skype, Orkut, Facebook, MySpace, Twitter, poste no seu Blogspot!

Ai, ai... Chamem-me de antiquado, conservador ou do que quiserem...
Onde é que esse mundo vai parar?????

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Myltho Anselmo da Silva

Ah, aquela rua, aquele vento frio, e o poste de luz.
Eu tenho muita dificuldade de expressar as coisas falando, sempre prefiro escrever. Mas há coisas que nem escrevendo eu consigo atingir o ponto certo.
Esta noite eu estava parado esperando o ônibus. Era uma rua totalmente vazia, o movimento mais próximo era um bar, mais ou menos 200 metros dali, com pessoas alimentando diversos vícios. Não era na região central, o que tornava as coisas melhores.
O frio estava ali comigo, chegava mais perto quando vinha o vento.
A escuridão também estava ali, mas um poste se esforçava para não me deixar na escuridão total. Coitado, talvez a escuridão seria melhor do que aquela luz amarelada. Que iluminação depressiva!!
Carros que passavam em intervalos espaçados de tempo quebravam o silêncio, mas eu o mascarei utilizando meus fones de ouvido.
Lá fiquei, por vários minutos, observando folhas secas no chão, restos de uma pinha, o asfalto seco e as luzes de algumas casas distantes, que apagavam, acendiam, e apagavam novamente.
Fiquei em contato com aquele mundo, que está sempre ali, todos os dias naquele horário, havendo pessoas lá, ou não.
O céu estava estrelado mas com algumas nuvens que, ora rastejavam para onde o vento as levava, ora sumiam.
Arrependo-me não ter procurado a Lua.

De longe pude enxergar os faróis daquele ônibus amarelo virando a esquina. Não me importei qual ônibus era, todos os três que passam ali levam-me para casa. Estendi meu braço.
Quando estava mais próximo, eu pude ler o letreiro: Raposo Tavares. Quem foi ele? Um bandeirante, certo?! Não importa. O ônibus estava lá, parado.
Na verdade não estava completamente parado, a porta foi abrindo e o ônibus ainda estava freando. Tentei subir antes dele parar totalmente, preciso de aventuras em minha vida. Não tive muito sucesso. Digo, eu consegui subir com ele ainda em movimento, mas não foi uma aventura.

Entrando naquele ônibus senti-me vivo novamente(e isso não é bom). Como se estivesse voltando ao planeta.
Aquele ar quente, que poderia na verdade chamar de "bafo", pelo fato de 90% das janelas estarem fechadas, aqueles rostos que te olham como se dissessem: "Tem algo para me oferecer? Não? Então não me aborreça."
Não vou dizer que eu não estava com uma expressão amarga, mas pelo menos nos meus olhos estavam outras coisas. Mas ninguém olha para os olhos.
O ônibus partiu e aquela rua continuou lá, agora sozinha, mas estava lá. Afinal, ela pertence ao mundo, e o mundo, segundo Merleau-Ponty, é real e já está lá, antes da idéia de mundo.

Mas a fenomenologia não me ajuda em nada nessas horas que lembro da rua.
Aquela rua não significou muito para mim, na próxima quarta-feira estarei lá novamente.
O que me faz escrever tanto da tão elogiada rua não é ela sim si, mas o que ela me estimulou a pensar naquele momento.
Será que na próxima semana também verei seus olhos por lá?

sábado, 8 de maio de 2010

Hoje, com mais calma.

Vamos lá, mas vamos com calma.
Tudo o que escrevi aqui apareceu em minha cabeça e eu escrevi preciptadamente.
Podemos ver dois extremos, e vejo aí perigo.
Errei ao atingir os extremos. Se fui ao limite do negativo, ao limite do positivo, o que me resta?
Sim, ficarei com o zero.

Comentei sobre arriscar, sobre um tal de idealismo romântico.
Primeiramente sobre arriscar tudo, depois de não arriscar nada.
Ora, a vida em si é um risco, se eu não arriscar nada, não tiro meu pé de casa, não escrevo aqui.
Estou me expondo, de qualquer forma, isso é um risco!
Sim, existe o que eu metaforizei de roleta russa e não mudo minha opnião quanto àquilo.
Qual é a vantagem que posso tirar de uma roleta russa? Não há.
Então não tenho porque arriscar.
Não sejamos hipócritas, sempre procuramos uma vantagem no nossos atos e assim mantemos nossa sobrevivência.

O idealismo romântico.
Fui um tanto quanto ignorante! Como vocês não me corrigiram?
O que tem de idealismo no que eu disse inicialmente?
Pode-se retirar algo, mas pouco.
E se, ter alguma esperança de que a vida torne-se melhor é idealismo romântico, dê-me um tiro na cabeça!

Lendo um blog de um amigo essa semana, deparei-me com uma questão:
"O que ainda inventaremos para enganar a existência?"
Digamos que eu estava demasiadamente desesperado quando fiz meu comentário.
Mas a questão ficou em minha cabeça, e...
Ora, precisamos inventar mais alguma coisa?? A existência já não é enganada demais ?
Olhe envolta! Criamos cidades, educação, moral, conduta, ética, paixões, amores, relações familiares, e...e...e...preciso continuar?
Olhe para isso que citei e agora olhe seu animal de estimação.
Seja um gato, um cachorro, a aranha da parede ou o diabo... ele engana a própria existência?
Não. Ele vive, instintivamente.
E nós, vivemos, iludidamente.
Estou falando que devemos viver instintivamente?
-Não! Mas talvez seria mais simples.
Estou criticando nosso modo de vida?
-Talvez...Estamos quase chegando lá!
Não há nada de errado com o modo de vida "humano", com as relações familiares, amores, paixões(...), o problema está em quem vive esse modo de vida.
Se vivessemos instintivamente também geraríamos problemas.
E, sempre caio no que Dostoiévski diz: O homem é um ser bípede e ingrato.
Sempre estragaremos tudo.
O modo de vida talvez seja perfeito(não estou colocando em questão sistemas políticos, econômicos ou religiosos), mas a interpretação que alguns fazem dele o torna animalesco, selvagem, devorador e, na minha opinião, triste...muito triste!
Viver naquele constante jogo, procurar a vantagem que pode-se tirar.
Derrubar o oponente, utilizar uma estratégia para aliar-se a outro.
Você pensa que tem o domínio sobre tudo, que engana o outro, que assim terá tudo que quer e que é a partir dessas jogadas estratégicas que consiguirá o que quer.
Esse jogo engana. Engana os próprios jogadores.
No fim talvez você perceba que foi enganado por você mesmo e que, tentando não ser sincero com os outros, apenas faltou com a sinceridade para você mesmo.

Oh, as paredes do seu quarto e seu travesseiro que me digam se estou certo ou errado!
Quando você luta para não acreditar no que você sente, no que você tem medo!
Você não precisa admitir isso para mim, para ninguém. Apenas para você mesmo.

Tudo isso que escrevi, isso de a pessoa estar sempre fantasiando, jogando, enfim, sendo o que não é e tratando os outros falsamente, me lembrou uma frase de Werther, que por sinal me chamou muito a atenção, justamente por bater nessa tecla das relações humanas:
"Tenho vontade de rasgar o peito e estourar o crânio quando vejo que significamos tão pouco um para o outro!"

Enfim, minha cabeça não está mais saindo do lugar, vou parar por aqui.
A chuva cai suavemente, perfeito para dormir.
Estou, de certa forma, em privação de sono... E agora percebi que é mais tarde do que eu imaginava.

Com um texto resgatando tantas coisas, sinto-me no dever de passar as referências:
-Blog The Darkest Star (Cristiano Tulio): http://thed-star.blogspot.com/
-Записки из подполья(Memórias do Subsolo). Dostoiévski, Fiódor. 1864.
-Dei Leiden des Jungen Werthers(Os Sofrimentos do Jovem Werther). Goethe, Johann Wolfgang von. 1774.
-Posts antigos deste mesmo blog.
(Desculpem-me por não estar normatizado, haha)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Reconciliação

Ah, ontem à noite tive vontade de escrever aqui, mas já estava deitado, era muito tarde. Deixei para essa manhã. Pois é, eu disse manhã! São 5 para as 7 horas, eu não acredito que estou escrevendo aqui!
Enfim, não estou mais tão eufórico como ontem à noite estava, a fúria já virou cansaço e angústa.

Só pra relembrar onde paramos e deixar as coisas bem claras, vou refazer uma pergunta:
Você nasce e morre para ser cauteloso durante sua vida?
A minha resposta óbviamente é sim! E vai continuar sendo!
Que besteira foi aquela que escrevi antes??
Arriscar?
HAHA, para que vou meter um 38 carregado na minha boca e puxar o gatilho, para arriscar?
Para que tentarei "brincar" de roleta russa?
Claro, eu sei que estou sendo extremamente exagerado, mas há coisas na vida que são como uma roleta russa, no sentido figurado.
Se possuo determinadas certezas, não vou ignorá-las para deixar de ser cautelos, ora!

Haha, na verdade dei risada de ler aquilo que eu escrevi.
Realmente, meus caros, cheguei ao ponto do ridículo!
Só quero mesmo deixar claro que tudo aquilo não passou de um exagerado idealismo que se apoderou de mim naquele momento, idealismo romântico. Muitos passaram a vida inteira nisso. Eu, por sorte, passei por isso na minha adolescência e as vezes tenho algumas recaídas, como podem ver.

Ahh, como é ruim enxergar o mundo por essa perspectiva novamente!
Mas é o mundo.
Agora digo, se você vive aí nesse idealismo romântico, pare de ler isso!
Ora, aproveite! Você tem uma vida aí pela frente!
Não mergulhe nesse "subsolo", como já diria Dostoiévski.

Dado o recado, finalizo-me.

domingo, 25 de abril de 2010

Último, por enquanto!

Sim, é isso mesmo. Este é o último post, por enquanto.
Não dá mais para escrever aqui, eu não consigo.
Mentira!
Eu necessito disso mais do que nunca! Mas não posso.

As coisas fugiram do controle...
eu fugi do controle, ou...
o controle fugiu de mim, eu não sei.

Mas antes do fim, me diga:
Você nasce e morre para ser cauteloso durante sua vida?
Minha resposta? Hm, é sim.
Ou pelo menos foi até agora...
Mas não será mais!

E eu espero não vir mais com aquele papo de "eu espero".
Esperança? Não obrigado. Mudança!
Se só funciono com soco no peito e modo imperativo, assim será!

E... enfim, e vocês, tentem viver sem esquecer que estão vivos.

Até a próxima, no blog ou talvez cruzando pela XV.

domingo, 11 de abril de 2010

Hoje não!

Não, hoje não da pra escrever!
Estou com preguiça de vestir minha máscara, ou melhor, sem animo para isso.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Mundo Real e Mundo Percebido

Certo dia, em qualquer cidade do Brasil, exceto Curitiba:
-Papai, papai!!
-Diga, meu filho.
-Quero te perguntar uma coisa, papai.
-Pergunte, então, meu querido. Papai responde para você.
-Por que que o céu é azul, papai?
-Oh, meu filho, é que quando a luz do sol entra na atmosfera ocorre refrações e outros fenômenos físicos em cada camada da atmosfera, e isso faz um reflexo azul. É algo assim, não me lembro muito bem.
-Não entendi, papai.
-Não é tão simples mesmo, filho. Um dia na escola vão ensinar isso direitinho para você.

Certo dia, em Curitiba:
-Papai, papai!!
-Diga, meu filho.
-Quero te perguntar uma coisa, papai.
-Pergunte, então, meu querido. Papai responde para você.
-Por que que o céu é cinza, papai?
-É porque você mora em Curitiba, meu filho.

domingo, 4 de abril de 2010

Desisto...de desistir!

Esse feriado me trouxe algumas reflexões.
Algumas angústias, talvez aflições.
Poucas alegrias, ou muitas.

Houveram três momentos para essas reflexões:
1)Deitado numa rede ouvindo música, à tarde;
2)Sentado em uma prancha, boiando sozinho, no meio do mar, tentando morrer afogado;
3)Voltando de viagem e admirando a paisagem montanhosa.
Enfim, disse tudo isso apenas para dar inveja em você, veja como meu feriado foi legal!
Não sentiu inveja? Ah, com certeza sentirá em breve!

Bom, vamos ao que eu realmente gostaria de escrever hoje.
Afinal, esse feriado nem foi tão bom assim, para mim.
E talvez não seja o "feriado dos sonhos" de ninguém.

Opa, sem querer usei a palavra que estava querendo encontrar:
"Sonhos"
Vejam só, que coincidência, não?! Ohh!
Acho que deveria falar mais sobre isso, já que esse nobre acidente ocorreu.

Alguém de vocês aí seria capaz de explicar o que é um sonho?
Não quero falar do sonho que temos durante o sono, mas o sonho que temos acordados, estado de vigília, conscientes e responsáveis pelo que falamos e pensamos. Conseguem?

Na minha infância eu tive vários grandes sonhos. Alguns foram realizados, mas nem todos.
Realizar um sonho, afinal, significa alcançar o nível máximo do que chamamos de felicidade. Concordam comigo? Deliramos em tanta abundância de felicidade, que jorra do brilho das lágrimas que escorrem pelos cantos de nossos olhos quando vemos nossos sonhos se concretizarem! Oh, chega a ser até poético.
...Seria, se isso não tomasse outros rumos.

Durante minha infância, por exemplo, eu tive o sonho de ter os famosos "skates de dedo". Quem é daquela época sabe o que estou falando. Oh, como eu queria!! Chorava, gritava, implorava para minha mãe me dar um. Depois de algum tempo, ganhei um. Minha mãe até fez uma certa cerimônia para a entrega do digníssimo skate de dedo. Oh, fiquei tão feliz. Explodi de felicidade.
Outro sonho que me recordo facilmente era quando eu ia ao litoral. Durante a viagem ficava entusiasmado, aflito, ansioso. Lembro-me que fazia contagens regressivas até chegar na placa de "Bem vindo ao litoral!". Quando o carro finalmente passava por baixo daquela placa eu sorria. Gritava de alegria! Lindo!

Mas...não sou mais aquela criança bonitinha.
Sou um rapaz. Cresci, adquiri um rosto não muito agradável. Com uma expressão um tanto quanto amarga, que apropriei-me após encarar certos fatos.
Agora, não sei mais quais são meus sonhos. Os poucos sonhos, que as vezes tomo conhecimento, são muito difíceis de se concretizarem e, retomando a linha de raciocínio anterior, se quando o sonho é realizado, o resultado é felicidade; quando o sonho não se realiza, temos o oposto. Uma desgraçada de uma tristeza!
Os sonhos na vida adulta já não se realizam tão facilmente. Somos exigentes de mais!
Quer saber a diferença disso tudo?
Olhe para as crianças. Olhe para os adultos.
Diga-me, onde você vê felicidade?

Vamos continuar criando sonhos ridículos até quando?
Alimentando pobres esperanças que só alimentam sofrimentos.
Chegar num ponto e dizer: "eu desisto!"
Oh, desgraça, onde você viu motivo para essa palavra ser dita?
Não acredita que seus sonhos podem se realizar, não é?!
Bom, pessoas normais costumam dizer isso quando nem ao menos lutaram.
Como diria o velho russo, as pessoas normais desistem ao dar com a cabeça no primeiro muro que encontram, e aí voltam.

Diante disso encaro duas alternativas:
1)Destrua esse muro;
2)ou antes disso, nem ao menos construa esse muro.

Bom, sempre dou as coisas muito "mastigadinhas" para vocês aqui.
Dessa vez não. Interpretem essas duas alternativas como quiserem.

Eu, ao menos, vejo uma vasta interpretação disso, que pode gerar raciocínios incríveis sobre o tema. Se você está achando idiota eu propor essa interpretação, desculpe-me, eis aí seu muro, vire as costas para ele. Volte ao seu ponto incial. Desista!