quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Perguntas e Respostas

Querer algo impossível?
ou não saber o que quer?

Descobrir algo desagradável?
ou ficar sem saber?

Perder?
ou desistir sem tentar?

Ir e voltar?
ou apenas ficar?

Temer e encarar?
ou abaixar a cabeça?

Falar e não ser compreendido?
ou morrer calado?

Pior do que ter perguntas sem respostas
é ter as respostas,
mas não saber o que fazer com elas.


Marcelo Henrique Frote - 23/09/2010

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Hora Não é Agora

Tive que correr bastante, mas consegui entrar naquele ônibus! Ainda bem, era justo no "horário de pico", quando os ônibus atrasam e demoram em média meia hora. Ora, sem falar que estão lotados neste horário. Enfim, embora ofegante, eu estava feliz por ter conseguido entrar naquele ônibus. Obviamente não consegui sentar, já que era um micro-ônibus - costumo chamá-lo de Besta. Sem problemas. Caso tivesse conseguido lugar para sentar não estaria contando esta história agora.
Posicionei-me no melhor lugar para me segurar e o ônibus partiu. Oh, como estava cansado desse dia chato que custou a passar e ainda não havia terminado. As casas e luzes que passavam pela janela não me chamavam a atenção, assim como as pessoas que estavam na rua ou em seus carros. Já que não havia atrativos externos, rendi-me aos internos: pensava nas coisas que eu fazia, nas coisas que deveria fazer e, finalmente, no que eu queria fazer. Claro que elas não coincidiam, eu fazia o que deveria fazer, não o que queria. O que eu queria eu não sabia bem ao certo, mas sabia que não era hora para aquilo. Um tempo atrás, quando eu queria fazer o que faço agora, disseram-me mesma coisa - não era hora para aquilo. Sim, desisti de querer aquilo e isso tornou-se o que eu devo fazer agora. Será que quando eu puder fazer o que quero agora já vou ter desistido disso? Provavelmente. A hora não é agora, e a hora nunca é agora, e John K. Samson estava correto ao escrever essas palavras em The Reasons - and the time is never now.
Após ter lembrado das palavras dessa música percebi que não havia muito o que eu pudesse fazer, apesar de querer. Então, logo que esses pensamentos desapareceram, olhei para frente e deparei com um rapaz, olhei em seus olhos e, no mesmo momento ele olhou fixamente nos meus. Também estava em pé, estava com uma camisa de flanela azul, mochila nas costas e fone de ouvidos. Sua face era instigante. Quando o vento fresco entrava pela janela, a franja em sua testa balançava lentamente. Os olhos eram negros e sérios. Ele estava mascando chicletes. Cada movimento do seu maxilar fazia com que sua pele se movesse. Eu podia sentir em meus dentes cada mascada que ele dava, assim como a pele do rosto se movendo. Não era mais a pele de um adolescente, já era possível ver que o tempo passou por ali. Ao mesmo tempo que os olhos mostravam o sofrimento que o tempo - o mesmo que enrugou um pouco a pele - deixou, mostravam também uma simpatia, um convite. Não me arrisco a descrever sua fisionomia, sei que não faria bem, nem mesmo Tolstoi faria. Em sua orelha esquerda havia um pequeno brinco de argola. Era um jovem! Fones de ouvido, argola na orelha esquerda, cabelo um pouco comprido com uma franja na testa, mochila nas costas. Ora, era mesmo um jovem. Sim, era. O tempo passou por ele, deixou problemas, sofrimentos, um pele diferente. O tempo exigiu dele uma postura, uma tomada de decisão, uma responsabilidade pelos atos. Em seus olhos eu poderia ver vários "devo fazer", e mais que isso, haviam muitos "quero fazer". Mas estes estavam presos por um "a hora não é agora" que, ao se misturar com uma sensação de angustia, tornava-se: "a hora nunca é agora". E aí formava-se todo um sofrimento complexo que se manifestava no rosto. O sentimento que tive quando o vi foi indescritível, Dostoiévski não saberia também descrever.
O rapaz me hipnotizou até o momento que o apito do ônibus soou: era meu ponto. Assim que deixei de olhá-lo nos olhos e virei, percebi que ele fez o mesmo. Desci do ônibus, senti o mesmo vento fresco que balançava a franja acima daqueles olhos, mas dessa vez ele movia a minha franja. Alisei-a para o lado, já que caia em meu olho direito. Senti-me triste por saber que nunca mais veria aquele rapaz que tanto me interessou e, assim, falei para mim mesmo: "Nunca mais o verei".
Segui o caminho até minha casa sendo vigiado por uma estrela solitária que não havia se escondido nas nuvens. Sabia que o rapaz do ônibus era meu reflexo no vidro, que realmente nunca mais o viria, e sabia que ele não existia. Queria revê-lo, mas não era hora para isso.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sabe a sensação de querer sair correndo?

... Então,
foi assim que tudo começou.
Começou ou terminou, não sei bem ao certo.
Tendo terminado deste modo não fica legal de contar.
Qual o sentido de começar pelo fim? Não há nem sentido nessa coisa aí de "começar do fim"...

Também, uma história, para ser dita, precisa necessariamente ser muito bem conhecida e esta não é conhecida por mim.
Sabe quando você sabe alguma coisa mas, na prática, você nem sabe se o que você está sabendo você realmente sabe ou não sabe?
Posso saber o que, mas nunca sei como...

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E aquele livro que não se fecha;
a palavra que sai muda;
a música que não tem refrão;

E no olhar tudo se cala.
Para ali ser dito o que realmente interessa.
Sem voz; sem medo.
O que nenhuma palavra pode dizer;
o que, por palavras, nunca seria dito.

E aquele pensamento: "deveria ter sido diferente!";
aquela despedida: "até logo";
e quando sabe-se que o logo é nunca mais.

E se não for, será como se tivesse sido.
Assim correrão dias;
e apenas "olás".
Assim nascerão sorrisos;
mas jamais olhares.

Porque é neles que estão a verdade.
Ver-se-á a luz;
mas para sempre os olhos estarão fechados.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

...

Tenho um amigo que a muito tempo atrás vivia falando:
"Você sabe, eu sei, então para que dizer?"
Tem coisa que nem falarei completamente, então.

Ah, ou melhor não falarei nada. Interpretem como quiserem, apenas:

"...entrei pela porta e vi aquela pessoa. A sala estava escura, não dava para ver seu rosto. Seus olhos eram negros, ou assim estavam por causa da escuridão. Eu não via detalhes, porém toda sua fisionomia estava em mim, em minha imaginação. Imaginei-a como eu queria e ela era perfeita. Não falei nada, palavras estragariam tudo! O silêncio era ótimo. Na realidade, não havia silêncio algum. Nossos olhos falavam, falavam alto, gritavam. Quando os meus gritavam, o som ecoava pela profundidade infinita dos olhos dela. E assim ficamos. Não sei se horas passaram, ou apenas minutos. Mas a eternidade poderia passar e eu não perceberia. Não ousei mexer um músculo, e ela estava como eu.
Infelizmente o homem nunca está satisfeito: eu queria mais; queria saber o que ela estava pensando. Nunca saberia, mesmo se ela ousasse falar. Ela não ousou.
Poderia passar mais algumas linhas descrevendo aquele momento - a perfeição nunca é perfeitamente descrita. Mas aquilo acabou, não me lembro exatamente como, mas acabou. Então estava eu num lugar completamente diferente, sentado. Em minha frente uma mesa fracamente iluminada por uma vela derretida até a metade. A iluminação era suficiente para enxergar isto - que estou escrevendo e que você está lendo agora. Fazia frio, também. Lá fora o vento era forte. Balançava minha janela. Balançava as árvores e derrubava a neve que estava acumulada nos galhos. Trazia também - com velocidade - novos flocos de neve - neve limpa - que clareava aquela que já estava marrom no chão. Nada mais fazia sentido: não havia escuridão, não havia olhos. Restou-me assoprar a vela. Ver a leve fumaça saindo de sua ponta e dissipando-se pelo quarto enquanto meus olhos acostumavam-se com a escuridão. E assim que se acostumaram, eu voltei a mergulhar nos olhos dela e..."

Marcelo H. Frote - 03/09/2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Eu, Marcelo Henriq...

, é, eu voltei.
Voltarei ao jeito escroto de escrever.
Voltarei a falar de angústias, desesperos e quase mortes.
Voltarei a falar merda, a mandar o que vier na cabeça, a fazer uma filosofia barata (talvez seja até de graça).
Voltarei a jogar merda na sua cara, mas farei isso sem limpar a que está na minha.
Enfim, aqui estou...

Parei por que?
Ora, o diabo sabe porque...
Passei por momentos de força nessa vida. É momentos de força existem.
Estão aí para serem vividos, mas não estão aí para durarem muito, não.
E, nada fora do normal, estou de volta a fraqueza, a merda, a este lugar.
Viram que eu cheguei até a escrever um poema! Oh, que garoto firme e determinado.
Enquanto as "Pedras da São Francisco" não saem das idéias, vamos nos contentar com aquele e com o "Café" ou "para-quedas".
(Oh, quanta expressão autêntica do ser-aí!)

Viram que a outra dona do blgo voltou a escrever?
Seja bem vinda novamente, lpgouvea!
Bem vinda a mais um momento de fraqueza!
Junte-se a mim e vamos afundar nesse subsolo!

Ai, sinto-me tão repugnante...
estava eu tão crente na descrença...
e...
(sim, não faz sentido)
voltar
acreditar
não, não é bom

Oh, existência inautêntica heideggeriana...
Oh, angústia...
Oh, quanto NADA!

E oh, oh, e oh's!

É isso aí, vamos para uma poesia(não minha), para expressar nosso ser:


Seiscentos e sessenta e seis

A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente...

E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.

Mario Quintana (1906-1994)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ao som de What are you doing the rest of your life? - Bill Evans

Ser engolido pela rotina, pelo trabalho, pelo estudo, às vezes é o melhor a se fazer. Fazer diferente de todo mundo mais, pode ser o maior egoísmo existente. Pensar em você não é pecado não.
Farra, diversão, tudo sem pensar no amanhã é uma delícia. Mas passa. Os cabelos começam a cair, aquela coisa ruim no estômago deixa de ser as tais das borboletas no estômago, pra ganhar nome de gente grande - Gastrite.
Sair de segunda a segunda, de jeito nenhum. Chega 18h e você pensa em quão maravilhoso será chegar em casa, tomar um banho relaxante, pelando, pôr o pijama e dormir.
Ainda não há crianças (e talvez nem haverá) mas há de se pôr o leite e o pão pra dentro de casa. Por mais que a crença naquela vida colorida e agitada ainda viva fervorosa no fundo da mente, a rotina se alimenta com uma fome tão grande que parece não haver um futuro não abocanhado por ela.
De repente, só se percebe que a nova semana entrou quando é domingo a noite. E mesmo depois de um sono de uma tarde inteira, a noite que antecede Segunda, sempre é curta demais. Aí já é Quarta outra vez e a noite de trabalho suga até a mínima felicidade de sua alma. Não há vontade de conversa mole, nem mesmo das boas e velhas risadas. Sem querer admitir à ninguém seu esgotamento, ao sair do banho rumo à cama, você se vê no reflexo do espelho. Você se sentencia: cansado, socialmente morto. E se pergunta, se olhando nos olhos "valerá a pena?".
Espero que sim, diz, já deitado, procurando entrar no mundo dos sonhos, tão longínquo de sua vida atual.

domingo, 15 de agosto de 2010

Está na hora!

Voltei
voltei para nunca mais voltar
é como se fosse a última última vez
é como se, para não voltar,
eu não sairei.

É o fim.
o fim daquilo que,
na verdade,
nunca teve um começo.

É o fim,
daquilo que,
para terminar bem,
foi melhor nem começar.

Hora de afundar,
de partir,
de sair,
ou voltar.

Hora de nascer,
viver,
temer,
e morrer.

Crescer:
como se não houvesse limites.
Amar:
apenas a si mesmo.

e,
cada vez mais,
cada vez
viver mais.

Viver:
Viver não precisa de explicações.

sábado, 7 de agosto de 2010

Blues On The Westside

Ora, ora, nada melhor do que escrever semi-alcoolizado sem nenhuma idéia em mente ouvindo uma música boa!
Tentarei não ser agressivo e nem brigar com vocês, meus leitores, hoje!
Motivo? Sim, eu tenho!
Eu descobri que sou feliz!
"Ora, que bêbado!" - Você diz.
Não, não é porque estou semi-bêbado! Já havia pensado em escrever isso uns dias atrás, sem uma gosta de álcool no sangue!
Naquele momento eu estava no meu quarto, luz baixa, ouvindo Blues On The Westside na versão da banda chilena Aguaturbia e tinha chegado a conclusão de que Blues era a melhor coisa que existe depois de mulher e fenomenologia!
Pensei em escrever isso no twitter e etc., mas fiquei pensando melhor e deu merda. Na verdade eu considerava a música em geral, e não apenas o blues. Mas como blues dá um feeling a mais e hoje eu não estou nem aí com que eu realmente penso, então que assim fique: Blues é a melhor coisa que existe depois de mulher e fenomenologia!

Preciso explicar? Ora, mulher, por que mulher... Porque eu sou homem! Seria meio estranho se não considerasse.
Mas quero deixar claro: Eu digo mulher, e não "atitudes de mulheres". Ah, muitos sabem do que eu estou falando... Ahh, bicho do diabo!!!!!!!!!
Deixe quieto, não é necessário me desgastar falando nisso. Sem falar que posso ser vítima de críticas violentas dessas maldi... Opa... dessas maravilhosas criaturinhas.

Quanto a fenomenologia não tenho nenhum ponto a levantar. Ela é perfeita. Diferente das mulh... ah, deixe quieto.

Haha, estou engraçadão hoje, não é?!
Ok, eu sei que não.

De qualquer forma, eu sou feliz. Ouço Blues, leio fenomenologia, estudo psicologia, bebo cerveja, gosto de olhar para o mar e apreciar qualquer coisa sem sentido para a maioria das pessoas, ora, sem motivo algum para reclamar!
E quanto toda aquela coisa que estava agressivamente discutindo no último post, sobre nada ter sentido, inclusive o sentido das coisas não ter sentido... Ora, isso é tão lindo!
Talvez tudo isso que me deixe feliz! Toda essa inexatidão da exatidão. Todo o 'não' que encontramos no 'sim'. Toda essa racionalidade na ignorância...

...e, ora, toda a felicidade na tristeza!

domingo, 1 de agosto de 2010

Vai viver OU não?

Ahh, diabo.
Hoje estou peculiarmente peculiar!
Podemos dizer que estou louco! Poderia passar o resto da minha vida assim.
Mas seria uma merda.
Poderia passar o resto da minha vida de qualquer jeito! Ora, acha que vou me matar?
Não, não, não, não darei o braço a torcer... Só por orgulho não faria isso!
E qual a importância disso? Nenhuma. Enfim...

Dias vão e vem e nada muda muito. Mas não sei até que ponto eu quero uma mudança.
Assim está bom ou não?

Ah, acabei de ler um texto num blog qualquer aí (e ae, Ludmila!!) falando da palavra e tal as paradas assim. Coisas do poder da palavra, que pode mudar muitas coisas, sentimentos, emoções, e mais coisas que não estou com saco para falar. Sim, sim, tudo por causa da merda da palavra. Está certo, ou como diria eu antigamente: bonito, bonito.
Eu vou me especificar um pouco mais do que a caríssima Ludmila. Vocês já perceberam a maldita força infernal e diabólica que a palavra "OU" tem?
São duas merdinhas de letras que - PÁ! - joga de um lado uma coisa e de outro o oposto, excluindo necessariamente uma das opções.
Isso que gera as confusões e loucuras e sentimentos peculiarmente peculiares e, e, e...

Ok, agora você me pergunta: Descoberto isso o que fazemos?
NADA!
"Melhor não fazer nada!"
"Viver a inércia!"
"Viva o Subsolo!"
"да здравствует подполье!!!"
Palavras de Dostoiévski, não minhas! (não sobre o assunto, obviamente)

Ok, nem temos o que fazer, meus caros! Agora deitem cada um suas respectivas cabeças nos respectivos travesseiros e durmam. Durmam com isso e com toda essa falta de sentindo no sentido da vida.

Desculpem se fui agressivo na escrita e na verdade eu não me importo. Do que adiantaria eu não ser agressivo e vocês saem daqui e só encontram agressividade?
Você aí está dizendo que sou muito negativista?
Está bem, meu caro amigo idiota. Recomendo que você viva.

Por hoje, adeus.

E aí, vai comentar OU não?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

I've been worthless

É, meus amigos, imagino que todos estão com saudades de mim. Passaram dias tristes e chorosos, obscuros e malditos, enfim, dias horríveis.
Sim, devo pedir desculpas por tê-los abandonado sem avisar. Mas não vou pedir.
Seria mentira fingir que estou me preocupando, não estou.
E sei que vocês também não. Só escrevi tudo aquilo para me divertir mesmo. É bem capaz de nem terem percebido.

Eu estava pensando em escrever algumas mentiras aqui.
Mas tenho minhas dúvidas se você iriam acreditar.
Bom, eu não acreditaria!
Mas quem sou eu... Não acredito nem em verdade, quem dirá em mentiras!

Então pensei em escrever algo emocionante, bonito... Nada para parecer real, pura ficção. Mas uma boa ficção, com sentimentos e etc.
Mas novamente o problema foi comigo, e não com vocês, leitores.
Ora, histórias emocionantes? Pare.
Quem gosta disso? Já na basta roer todas as unhas na vida real ainda tenho que me preocupar com a emoção dos outros? Pior, outros que nem sequer existem!
Sem fortes emoções hoje.

Pensei também em algo macabro, inspirado pelo livro que estou lendo, "O Mestre e Margarida".
Mas não...
Para ler é um bom entretenimento, mas para escrever deve ser um saco!
Não é algo que eu gostaria de escrever ou de ter escrito.
É igual os magníficos gibis da turma da Mônica.
Na minha infância eu lia todos e são ótimos.
Mas aqui entre nós: não me sinto mal por não ser um bom escritor de gibi e não invejo o Maurício de Souza.

Pensei em falar um pouco sobre meus dias passados.
Mas acho que não tem graça falar que fiquei no litoral vendo a chuva cair em dias frios, ou falar sobre quase morrer de hipotermia duas vezes por tentar entrar no mar sem roupas adequadas para isso nesse época do ano. (sim, uma vez não bastou.)

Olhe só, nem sei o que fazer para entreter vocês!
O que restou de mim? Estou perdendo meu valor!
Não tenho mais o que falar. Resta-me apenas falar sem chegar a ponto algum ou ficar em silêncio.
Enfim...
É mais ou menos como já dizia a sábia música composta 10 anos atrás:
Só o silêncio sabe o que meu silêncio significa.
("and the silence knows what your silence means", no original - This is a fire door never leave open por The Weakerthans)