terça-feira, 14 de setembro de 2010
Sabe a sensação de querer sair correndo?
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
...
sábado, 28 de agosto de 2010
Eu, Marcelo Henriq...
Voltarei ao jeito escroto de escrever.
Voltarei a falar de angústias, desesperos e quase mortes.
Voltarei a falar merda, a mandar o que vier na cabeça, a fazer uma filosofia barata (talvez seja até de graça).
Voltarei a jogar merda na sua cara, mas farei isso sem limpar a que está na minha.
Enfim, aqui estou...
Parei por que?
Ora, o diabo sabe porque...
Passei por momentos de força nessa vida. É momentos de força existem.
Estão aí para serem vividos, mas não estão aí para durarem muito, não.
E, nada fora do normal, estou de volta a fraqueza, a merda, a este lugar.
Viram que eu cheguei até a escrever um poema! Oh, que garoto firme e determinado.
Enquanto as "Pedras da São Francisco" não saem das idéias, vamos nos contentar com aquele e com o "Café" ou "para-quedas".
(Oh, quanta expressão autêntica do ser-aí!)
Viram que a outra dona do blgo voltou a escrever?
Seja bem vinda novamente, lpgouvea!
Bem vinda a mais um momento de fraqueza!
Junte-se a mim e vamos afundar nesse subsolo!
Ai, sinto-me tão repugnante...
estava eu tão crente na descrença...
e...
(sim, não faz sentido)
voltar
acreditar
não, não é bom
Oh, existência inautêntica heideggeriana...
Oh, angústia...
Oh, quanto NADA!
E oh, oh, e oh's!
É isso aí, vamos para uma poesia(não minha), para expressar nosso ser:
Seiscentos e sessenta e seis
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
Mario Quintana (1906-1994)
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Ao som de What are you doing the rest of your life? - Bill Evans
Farra, diversão, tudo sem pensar no amanhã é uma delícia. Mas passa. Os cabelos começam a cair, aquela coisa ruim no estômago deixa de ser as tais das borboletas no estômago, pra ganhar nome de gente grande - Gastrite.
Sair de segunda a segunda, de jeito nenhum. Chega 18h e você pensa em quão maravilhoso será chegar em casa, tomar um banho relaxante, pelando, pôr o pijama e dormir.
Ainda não há crianças (e talvez nem haverá) mas há de se pôr o leite e o pão pra dentro de casa. Por mais que a crença naquela vida colorida e agitada ainda viva fervorosa no fundo da mente, a rotina se alimenta com uma fome tão grande que parece não haver um futuro não abocanhado por ela.
De repente, só se percebe que a nova semana entrou quando é domingo a noite. E mesmo depois de um sono de uma tarde inteira, a noite que antecede Segunda, sempre é curta demais. Aí já é Quarta outra vez e a noite de trabalho suga até a mínima felicidade de sua alma. Não há vontade de conversa mole, nem mesmo das boas e velhas risadas. Sem querer admitir à ninguém seu esgotamento, ao sair do banho rumo à cama, você se vê no reflexo do espelho. Você se sentencia: cansado, socialmente morto. E se pergunta, se olhando nos olhos "valerá a pena?".
Espero que sim, diz, já deitado, procurando entrar no mundo dos sonhos, tão longínquo de sua vida atual.
domingo, 15 de agosto de 2010
Está na hora!
voltei para nunca mais voltar
é como se fosse a última última vez
é como se, para não voltar,
eu não sairei.
É o fim.
o fim daquilo que,
na verdade,
nunca teve um começo.
É o fim,
daquilo que,
para terminar bem,
foi melhor nem começar.
Hora de afundar,
de partir,
de sair,
ou voltar.
Hora de nascer,
viver,
temer,
e morrer.
Crescer:
como se não houvesse limites.
Amar:
apenas a si mesmo.
e,
cada vez mais,
cada vez
viver mais.
Viver:
Viver não precisa de explicações.
sábado, 7 de agosto de 2010
Blues On The Westside
domingo, 1 de agosto de 2010
Vai viver OU não?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
I've been worthless
domingo, 6 de junho de 2010
SEM TÍTULO
"Temos muito tempo. Todos nossos problemas se resumem nisso. No senso comum há sempre o pensamento de que temos apenas uma vida (deixemos as crenças religiosas de lado) e que esta é muito curta. Porém, é o contrário. Temos tempo para estudar, trabalhar, criar problemas, resolver estes, e criar novos problemas maiores que os antigos. Isso é pouco? Se a vida realmente fosse curta não teríamos tempo para todas essas bobagens. Preocupar-nos-íamos apenas em aproveitá-la, preocupar-nos-íamos apenas em viver. O tempo não seria nosso inimigo. Ao fim da vida, ao invés das pessoas falarem "ele sofreu muito na vida", elas diriam "ele aproveitou muito a vida". A morte não seria um medo, mas sim uma confirmação de que você viveu intensamente. Sim, se tem uma certeza que eu carregarei por toda minha (longa) vida é que as vidas precisam ser encurtadas. Não teríamos tempo de buscar lucro, de odiar as pessoas, de pensar nisso em uma sala de espera, de ..."